SINOPSE
A relação entre gentrificação e políticas de moradia é analisada sob a influência do mercado imobiliário nacional. O estudo investiga abordagens hegemônicas e contra-hegemônicas, revisando a literatura anglófona e latino-americana. A teoria do empreendedorismo urbano é explorada, assim como a realidade do centro histórico de São Paulo e da região central do Rio de Janeiro, onde se observa a adoção de práticas empreendedoras e a presença de políticas públicas de moradia.
As conclusões indicam que a gentrificação clássica ainda não se manifesta plenamente, enquanto as políticas de moradia social tentam controlar um processo que, paradoxalmente, o poder público contribui para fomentar. No entanto, essas iniciativas não atendem aos mais pobres, resultando na substituição por populações de renda um pouco maior e na expulsão para áreas menos favorecidas.
