SINOPSE
A recepção da ficção cyberpunk na América Latina revela um panorama único, surgido nos anos 1980, que reflete as particularidades sociais e econômicas da região. Questões como o neoliberalismo, a emergência do ciberespaço e a desilusão com o futuro são abordadas, contrastando com a narrativa predominante nos Estados Unidos, onde a ficção é vista como uma expressão do capitalismo tardio.
Explorar essa vertente latino-americana permite identificar um viés utópico que desafia as convenções do gênero, propondo uma reflexão sobre a identidade e as realidades locais em um mundo globalizado. A análise busca compreender como essas obras se inserem em um contexto que é simultaneamente periférico e central.