SINOPSE
A ideologia da criatividade predomina na cultura contemporânea, promovendo a criação do novo em detrimento do cuidado com o que já existe. Essa visão favorece a chamada “classe criativa”, enquanto aqueles que se dedicam a cuidados essenciais, como saúde e assistência, são frequentemente negligenciados. A responsabilidade pelo autocuidado é fundamental, mas a sociedade tende a ignorar as necessidades dos corpos adoecidos.
A tradição filosófica sobre o cuidado é rica e complexa, envolvendo pensadores como Platão e Hegel. A discussão central gira em torno de quem deve ser o sujeito do cuidado, levantando questões sobre a confiança em si mesmo ou nas instituições e revelando o autocuidado como um princípio que desafia as estruturas de controle social.