SINOPSE
Guiado pelo conceito de “arte do devaneio”, a narrativa explora a pintura grotesca, descoberta em Roma no século XV, em escavações que revelaram o esplendor do Domus Aurea. Essas obras, ressurgidas após séculos, influenciaram artistas do Renascimento, como Rafael, que as incorporou em suas galerias. Os afrescos, com suas fantasias de arabescos e seres híbridos, desafiam a tradição clássica, criando um universo vibrante e paródico.
Além disso, a obra apresenta reflexões sobre a Antiguidade, utilizando textos de Nietzsche e Ovídio para aprofundar a análise. As grotescas, representando o irracional e o fantástico, dialogam com as pulsões dionisíacas, revelando a complexidade da arte renascentista e sua relação com a racionalidade helênica, encantando os apreciadores da estética.