SINOPSE
A metáfora do canibalismo, especialmente a antropofagia modernista, serve como ponto de partida para uma análise profunda das identidades nacionais e raciais nas Américas. A autora propõe uma releitura crítica do conceito popularizado por Oswald de Andrade, destacando que a assimilação da cultura europeia na formação da cultura brasileira omitiu questões essenciais. Através da imagem do “resíduo”, novas perspectivas sobre o mito da democracia racial e a visão de negritude e identidade são exploradas.
A jornada analítica abrange a produção artística e ensaística tanto brasileira quanto norte-americana, conectando obras de figuras como Anita Malfatti e Toni Morrison. Essa aproximação revela como as ideologias de democracia frequentemente falham em abordar as complexidades raciais, trazendo à tona um debate que desafia a conciliação e a compreensão das realidades afro-diaspóricas.