SINOPSE
João Baptista Vico explora a infância poética das sociedades humanas, buscando a origem da curiosidade, que surge da ignorância e da ciência. Ele analisa um fenômeno natural que impressionou profundamente os sentidos dos homens primitivos, relacionando-o ao dilúvio bíblico e ao impacto que teve sobre os gigantes que habitavam a Terra. A observação do raio, como uma linguagem de fogo, instigou neles um profundo interesse pelo céu, que passaram a ver como um corpo animado.
A personificação do céu no deus Jove, que simbolizava o raio, levou esses seres a cultuarem a curiosidade, a semente de todo conhecimento humano. Independentemente de se aceitar a narrativa religiosa do dilúvio ou uma interpretação geológica, a essência do relato de Vico permanece relevante, sugerindo que um fenômeno meteorológico pode ter sido o primeiro estímulo à curiosidade humana.
