SINOPSE
Uma análise profunda da formação da figura do “outro” criminalizável revela como as estruturas sociais brasileiras foram moldadas por influências decoloniais e saberes ocidentais. A obra de Nina Rodrigues serve como um marco para discutir as justificativas que sustentam a diferenciação racial e a criminalização de grupos marginalizados, especialmente após a escravidão, quando as elites locais buscaram preservar seus privilégios.
Mais de um século após suas contribuições, a influência da criminologia positivista ainda é evidente nas dinâmicas sociais e políticas do Brasil. A reflexão sobre esses legados permite vislumbrar novos caminhos para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.