SINOPSE
Um movimento concelhio emergiu na Península, desafiando a política tradicional imposta por monarcas e senhores. As forças sociais e políticas que se organizaram de forma autônoma podem ter encontrado expressão nos forais, documentos que simbolizam a busca pela liberdade popular. A origem e os objetivos desses monumentos jurídicos levantam questões sobre a verdadeira natureza do movimento, que poderia ter se imposto como uma revolução.
As comunas, representadas pelos concelhos, suscitam debates sobre sua função e a classe social que representam. Seriam instrumentos de uma classe específica ou refletem uma estrutura social mais complexa? As interações entre o movimento concelhio e eventos históricos, como a Reconquista, oferecem uma nova perspectiva sobre a formação e a defesa do território.