SINOPSE
A religião judaica foi profundamente influenciada pela cristandade, com ambas as tradições competindo por novos fiéis ao longo dos séculos. A ideia de um “povo” judeu distinto surgiu no século V, criando o mito do “povo do exílio” e perpetuando a visão dos judeus como estrangeiros. Este ensaio explora a evolução do sentimento judeófobo, desde a cristandade até o século XX, e como essa hostilidade se entrelaça com a política sionista e a construção de uma identidade judaica.
O texto questiona se o sionismo, inicialmente uma resposta à judeofobia, não teria absorvido elementos dos preconceitos que sempre perseguiram os judeus. Com a ascensão da islamofobia, a obra provoca reflexões sobre a natureza do Estado de Israel e sua identidade, desafiando a noção de uma democracia inclusiva em um contexto de divisões étnicas e religiosas.