SINOPSE
O aparente caos de Macunaíma pode esconder uma lógica rigorosa, revelando uma construção de liberdade inventiva sustentada por um projeto formal preciso. A narrativa se organiza como uma composição musical, com recorrências e diálogos temáticos que vão além de simples ornamentos, trazendo à tona a mitologia amazônica e os Encantados como princípios estruturantes.
A metáfora da “casa de farinha” simboliza um processo de transformação coletiva, onde mitos e saberes são continuamente reelaborados. Essa leitura a partir da Amazônia enriquece os estudos literários brasileiros e resgata a memória cultural e a ancestralidade presentes na obra.