SINOPSE
Demandas de justiça social ganharam destaque na política brasileira, gerando uma onda autoritária que permeia a sociedade. A esfera pública atual é caracterizada pela influência das novas tecnologias, que moldam a política de maneira técnico-midiatizada, promovendo visões individualistas e morais sobre problemas coletivos. Esse cenário resulta em empreendedores morais de diferentes vertentes, que rejeitam mediadores sociais tradicionais, como a ciência e o jornalismo.
O ataque a esses mediadores se intensifica, especialmente nas discussões sobre gênero e sexualidade, onde desigualdades históricas são tratadas de forma moral, favorecendo a extrema-direita. Essa dinâmica empobrece o debate público e fortalece o autoritarismo, enquanto os ativismos identitários utilizam linguagens que justificam suas ações. Reflexões críticas sobre essas disputas são essenciais para compreender a sociedade brasileira contemporânea.