SINOPSE
Espaços à margem revelam um fenômeno global que exige uma análise antropológica comparativa. A relação entre campos de refugiados palestinos no Líbano e favelas brasileiras destaca a condição de seus habitantes, que vivem à sombra da cidade e do Estado, enfrentando desafios sociais e políticos. No Líbano, a integração dos refugiados é complexa, enquanto no Brasil, as favelas são frequentemente estigmatizadas como áreas de crime e exclusão.
O foco recai sobre os processos sociais e identitários que emergem nesses contextos, bem como nas interações com o Estado. A pesquisa etnográfica em Beddawi e Acari revela estratégias de sobrevivência e redes de apoio, além de dar voz aos “intelectuais das margens”, que oferecem uma nova perspectiva sobre as realidades enfrentadas por essas populações.