SINOPSE
Consequências nocivas da desinformação durante a pandemia de covid-19 no Brasil revelam a necessidade de um debate mais robusto sobre a criminalização das fake news. A pesquisa propõe que a psicologia das massas, ao examinar o comportamento coletivo, pode oferecer insights valiosos. A partir das teorias de Gustave Le Bon e Sigmund Freud, conclui-se que as fake news representam um fenômeno de massas que compromete o direito à informação e a autonomia individual.
A análise dos mecanismos de manipulação envolvidos nas fake news sugere que elas podem ser vistas como fraudes. A integração da psicologia das massas permite superar a aparente contradição entre a criminalização das fake news e a defesa da liberdade de expressão, fornecendo uma base teórica para que o direito penal reaja adequadamente a essa questão complexa que afeta a sociedade brasileira.