SINOPSE
O analfabetismo, em um cenário contemporâneo, transcende a simples falta de conhecimento em letras e números, assumindo uma dimensão que afeta profundamente a vida de um indivíduo. Discutir essa questão no século XXI pode parecer paradoxal, especialmente em uma era que se considera avançada em civilização e tecnologia, gerando um sentimento de culpabilização sobre a persistência desse fenômeno. O não alfabetizado é frequentemente visto como alguém que falhou em se empenhar o suficiente.
O principal desafio é identificar o momento em que essa pessoa se depara com a leitura pela primeira vez, reconhecendo sua própria identidade na assinatura que consegue escrever e ler. Essa experiência estética é fundamental para a construção de um novo ser leitor, capaz de interagir com o mundo de maneira mais plena.