SINOPSE
Analisando o encarceramento em massa no Brasil, a pesquisa revela a persistente marginalização da população negra desde a abolição da escravatura em 1888. O sistema de justiça criminal, visto como um instrumento de controle, contribui para a superlotação dos presídios, onde a maioria dos encarcerados é composta por pessoas pardas e pretas. A metodologia utilizada combina análises qualitativas e quantitativas, explorando dados estatísticos sobre crimes e o perfil dos detentos.
O reconhecimento do Estado de Coisas Inconstitucional pelo STF evidencia a violação dos direitos humanos e o racismo estrutural que permeia a sociedade. A obra discute como a abolição estigmatizada molda a percepção da população negra no sistema penal, refletindo uma realidade que persiste até hoje, interligando questões de racismo e superlotação prisional.