SINOPSE
O envelhecimento demográfico é um fenômeno social significativo, frequentemente visto como uma ameaça à sustentabilidade dos serviços de saúde. A discriminação contra idosos, refletida no acesso aos cuidados, é alimentada por análises que priorizam a utilidade e a qualidade de vida ajustada aos anos restantes, prejudicando os mais vulneráveis em favor da juventude. Para entender essa desigualdade, é essencial investigar a situação histórica e sociológica da velhice e os princípios de justiça envolvidos.
Entrevistas com responsáveis por unidades de saúde revelam uma falta de reconhecimento dessa discriminação e a escassez de ações para combatê-la. A discussão pública sobre essa questão é urgente, pois, embora a necessidade de racionamento exista, a idade não deve ser um critério para limitar o acesso aos cuidados. Todos merecem a melhor oportunidade de viver plenamente, independentemente da expectativa de vida.
