SINOPSE
Entre 1963 e 2004, as políticas de saúde no Brasil passaram por transformações legais significativas, culminando na universalização do direito à saúde na década de 80. Contudo, as divisões sociais ainda influenciam o acesso à assistência, evidenciando um caráter fragmentário na ação estatal. A burocracia de Estado e os médicos emergem como mediadores essenciais, moldando reformas importantes, como a unificação da Previdência e a criação do Sistema Único de Saúde.
A autonomia financeira e técnica dos médicos se manteve, permitindo a coexistência entre os setores público e privado. Essa dinâmica, embora preserve a atuação liberal, não resolve o problema do acesso à saúde. As disputas entre grupos sociais refletem a distância entre o ideal universalista e a realidade das políticas de saúde, revelando a complexidade do cenário brasileiro.
