SINOPSE
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Uma análise crítica revela como o expansionismo penal e o encarceramento em massa funcionam como tecnologias de governo, fundamentadas na ideologia da superioridade racial. A partir de um estado de exceção, o poder estatal se manifesta na decisão sobre quem deve viver ou morrer, refletindo uma necropolítica que se entrelaça com o racismo institucional. As reflexões filosóficas apresentadas oferecem uma base para entender as práticas de racismo no Brasil, que vão da intolerância religiosa à criminalização da população negra.
O conceito de colonialidade é abordado, evidenciando como a dominação racial se perpetua, criando uma imagem do negro como ameaça. A leitura de pensadores como Achille Mbembe e Frantz Fanon ilumina a linha que separa a humanidade da desumanização, questionando a condição de sujeito de direito. A discussão final aponta para a inadequação da teoria de Direitos Humanos eurocêntrica frente à realidade das populações periféricas, revelando sua função repressora.
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