SINOPSE
Diante de uma janela sem grades no sétimo andar, Eilá se vê à beira de um voo que promete transformação. Ao longo da narrativa, sua jornada interior revela memórias de avós, pais e a infância, entrelaçando brinquedos e livros que evocam uma vasta biblioteca. O contraste entre o passado e o presente é palpável, com paredes brancas e leitos de hospital, enquanto Eilá busca a sobrevivência coletiva em meio a figuras mágicas que sugerem uma reconexão com a natureza.
Num cenário marcado pela pandemia, a iminência do salto se torna uma alegoria da vida e da morte. A narrativa intensa explora a dinâmica entre preservação e esquecimento, vida e silêncio, oferecendo ao leitor uma nova percepção através do toque das vogais. Nesse espaço de limites e sentidos, palavras se tornam âncoras, convidando à reflexão.