SINOPSE
Realizações educacionais no Brasil têm refletido as mudanças e contradições do capitalismo. Nos últimos anos, grupos conservadores têm promovido uma normatização autoritária da educação, com o Movimento Escola Sem Partido (MESP) defendendo suas pautas como essenciais para combater a “doutrinação ideológica”. Ao apresentar suas concepções como interesses comuns, o MESP adota perspectivas que negam avanços democráticos, utilizando discursos morais para justificar ações que visam conter a democratização da educação.
O papel do MESP na frente liberal-ultraconservadora é central, evidenciando sua influência nas discussões sobre “ideologia de gênero”, homeschooling e militarização das escolas. Essa articulação reflete os interesses de frações de classe dominantes e busca limitar a secularização da cultura e a laicidade do Estado, impactando diretamente o futuro educacional do país.