SINOPSE
A formação do Estado de Israel foi acompanhada pela construção de uma narrativa nacional que reivindica a posse da terra. Ideias como a de que os judeus foram os primeiros habitantes da Palestina e que mantiveram uma relação contínua com a terra mãe são centrais nesse discurso, que busca legitimar a colonização e excluir outros povos. Essa narrativa, ensinada nas escolas, molda a memória nacional e fundamenta a reivindicação do solo.
No entanto, essa construção histórica apresenta contradições e erros factuais. A crítica à historicização do Antigo Testamento revela que muitos eventos narrados nunca ocorreram, como o exílio no Egito e a conquista de Canaã. As descobertas arqueológicas e os estudos críticos apontam para uma realidade muito diferente da “estória” bíblica, questionando a legitimidade da narrativa utilizada para justificar a presença israelense na Palestina.
