SINOPSE
A Escola Médica de Angola de 1791 surge em um contexto de reformas que impactaram a prática médica em Portugal e suas possessões ultramarinas. A difusão da ciência pragmática, impulsionada pela ilustração, alcançou a África Centro-Ocidental e Oriental, promovendo uma rede de sociabilidades que resultou na criação de hospitais e escolas médicas. A saúde das populações tornou-se uma prioridade para os Estados modernos, que utilizaram o conhecimento científico para consolidar sua presença nas colônias.
Instituições como a Escola Médica contribuíram para a circulação de saberes médicos, integrando práticas de cura africanas através de ofícios, relatórios e transmissões orais. Essa troca de conhecimentos não apenas enriqueceu a medicina local, mas também estabeleceu um diálogo entre saberes tradicionais e acadêmicos, refletindo a complexidade das interações culturais e científicas na época.