SINOPSE
Questões sobre a relação entre o Tribunal do Júri e a democracia são exploradas por meio de uma pesquisa etnográfica em Juiz de Fora/MG, destacando a participação dos jurados nos procedimentos. A análise revela a marginalidade do papel desses jurados, evidenciada pelas tarefas que desempenham e pela forma como se expressam durante os julgamentos.
As rotinas de trabalho dos funcionários do tribunal e os mecanismos de seleção e votação são fundamentais para o funcionamento da instituição. Contudo, a falta de interesse da população em participar leva os funcionários a buscarem jurados dispostos, resultando em uma dinâmica que desafia a noção de participação popular na justiça.