SINOPSE
A percepção de desenvolvimento e a colonização do mundo da vida estão ligadas às formas de entender a espacialidade, influenciadas por diversas correntes de pensamento da modernidade. Essa análise revela um epistemicídio do espaço, onde a práxis social é ignorada, afetando a concepção de espaço como desprovido de contradições. A genealogia de uma epistemologia política em Geografia é explorada através da metafilosofia e da teoria da alienação, que renovam a noção de espaço e promovem uma ruptura ontológica e epistemológica no pensamento geográfico.
Esse movimento, fundamentado na filosofia da práxis, traz implicações práticas e teóricas que vão além da Geografia, permitindo um novo entendimento das espacialidades e das relações sociais de produção. A abordagem crítica, inspirada no viés marxista, propõe uma reflexão profunda sobre como as concepções de espaço moldam a realidade social e influenciam as práticas contemporâneas.