SINOPSE
Como pode a linguagem, uma ferramenta finita, expressar o inefável? Reunindo ensaios de quase duas décadas, a obra investiga os limites da palavra e o silêncio que a transcende. Os textos abordam temas diversos, desde o discurso apofático da filosofia grega até a mística de Plotino, passando pela poesia de Rumi e a teologia de S. Bernardo e S. João da Cruz, todos convergindo para uma tese central: a linguagem possui uma potência anagógica.
A palavra poética e filosófica vai além de suas funções referenciais, conduzindo o leitor a experiências que, paradoxalmente, não consegue descrever plenamente. A proposta é um convite a explorar esse caminho de ascensão, onde a linguagem revela suas nuances e limitações, abrindo espaço para o silêncio e a transcendência.