SINOPSE
Marcas profundas de injustiça permeiam as memórias de quem sofreu expurgos durante a Ditadura Militar. A repressão atingiu quarenta professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que enfrentaram o medo e a ruptura em suas carreiras, muitos sendo forçados a recomeçar a vida em outros países ou vivendo um “exílio interior”. Esses docentes, que variavam de recém-ingressados a referências em suas áreas, foram parte de uma lista extensa de intelectuais cassados pelo regime militar.
Documentos inéditos e entrevistas revelam a complexidade e o impacto duradouro da repressão em suas vidas. O estigma do “cassado” acompanhou muitos deles, dificultando a superação das consequências do expurgo. A análise detalhada desses eventos é essencial para entender as violências do passado e os desafios que ainda ameaçam a democracia brasileira, especialmente em tempos recentes.