SINOPSE
O esquecimento pode ser uma boia de salvação em vez de uma doença. Em uma varanda no Rio de Janeiro, um homem sem nome e sem passado se autodenomina “O Náufrago”. Ele não reconhece seu reflexo, tampouco as mãos que escreveram oitenta livros. Para enfrentar o vazio de sua mente, ele se apega a um caderno em branco, onde a escrita se transforma em uma forma de cuidado, uma tentativa de reconstruir seu presente.
Enquanto busca flutuar na leveza do agora, o peso de um passado sombrio o ameaça. A história de um viúvo atormentado e um pai ausente está escondida em uma mala de couro. Vigiado pelo amor de uma filha e visitado por filhos em busca de um pai que não existe mais, ele enfrenta uma escolha entre o resgate da dor de sua identidade ou a entrega ao esquecimento definitivo.