SINOPSE
Contextualizando a realidade latino-americana, um autor reflete sobre a discrepância entre o discurso dos direitos humanos e sua aplicação nas sociedades contemporâneas. Ele argumenta que a base desses direitos reside na formação social moderna, que reconhece as capacidades universais do ser humano, em vez de se apoiar em conceitos filosóficos ou jusnaturalistas. O caráter histórico dos direitos humanos é destacado, assim como sua relação com as reivindicações da sociedade civil.
O autor ressalta que violações, como a pobreza e a exclusão, não são reconhecidas culturalmente como atentados à humanidade. Além disso, critica o discurso discriminatório de instituições, como a Igreja Católica. Os direitos humanos, segundo ele, são convenções moldadas pela história dos indivíduos e, portanto, podem ser violados ou anulados por ações percebidas como ilegítimas. A construção de uma cultura de direitos humanos requer um esforço político contínuo.