SINOPSE
Figura controversa no cenário político português, Carlos Antunes entrou na clandestinidade aos 21 anos para lutar contra o regime do Estado Novo. Sua trajetória inclui passagens por Paris e Bucareste, onde atuou na Rádio Portugal Livre, desafiando a ditadura. Em 1970, ao se declarar anti-estalinista, rompeu com o Partido Comunista Português e formou as Brigadas Revolucionárias, responsáveis por diversos atentados, enquanto sua imagem era associada a um delinquente pela PIDE.
Após a revolução de 1974, sua vida tomou novos rumos, culminando em sua prisão em um contexto democrático. As memórias de Antunes revelam suas motivações e ideais, apresentando um retrato profundo de um dos mais audaciosos revolucionários da história recente de Portugal, que acreditava na luta como um dever de solidariedade e uma forma de resistência.