SINOPSE
Explorar os significados da cultura no Brasil entre as décadas de 1920 e 1990 revela um panorama complexo e multifacetado. Desde o modernismo de Mário de Andrade até o regime civil-militar, cada período trouxe suas próprias tensões e contradições, refletindo um debate político que se intensificou ao longo do tempo. A redemocratização trouxe à tona a necessidade de um órgão público para discutir e organizar a cultura, evidenciando a relação intrínseca entre cultura e política.
A análise crítica desse cenário revela como a cultura foi utilizada como ferramenta de projetos partidários, especialmente no final da ditadura. O Ministério da Cultura, reestabelecido em 1985, enfrentou desafios significativos, sendo visto como um espaço de interesses privados disfarçados de promoção cultural. Essa dinâmica ressalta a importância de compreender a cultura não apenas como um reflexo da sociedade, mas como um campo de luta política e ideológica.