SINOPSE
Na família Sadovita, olhos azuis simbolizam um fado de tristeza. Lúcia, marcada por essa herança, cresce em um lar silencioso e frágil, onde a melancolia é uma constante. Ao mudar-se para a cidade, busca se reinventar, explorando a universidade e se perdendo em livros. No entanto, são as noites no Casarão que revelam novos mundos. Ao dar à luz um filho com os mesmos olhos, Lúcia percebe que sua batalha é contra uma tristeza ancestral, que permeia suas raízes familiares.
O enredo se aprofunda nas complexidades das relações e destinos que parecem inevitáveis. A narrativa flui entre lirismo e brutalidade, utilizando uma linguagem sensível e imagética. A maternidade se apresenta como uma dualidade, trazendo tanto revelações quanto riscos. A rotina, por sua vez, se torna um mecanismo de proteção, mas também um anestésico que silencia os desejos mais profundos, revelando a luta interna de Lúcia em busca de liberdade e significado.