SINOPSE
A psicanálise enfrenta uma inversão significativa ao abordar traumatismos que não são de natureza sexual, mas sim acidentes da história, tanto coletiva quanto individual. Esses eventos, considerados contingentes, geram uma suposta vítima inocente, que se vê presa a um autómaton, resultando em efeitos pós-traumáticos que a isentam de qualquer implicação subjetiva, demandando apenas cuidados e reparação.
Essa perspectiva levanta questões éticas sobre o tratamento, especialmente para psicanalistas, que devem refletir se os traumas que habitam o inconsciente são da mesma natureza que os novos traumatismos gerados pelo discurso contemporâneo. A historicidade do trauma e da angústia revela como esses temas se conectam com a dinâmica social e a subjetividade.