SINOPSE
O Princípio do Bem explora a evolução do conceito ético na filosofia socrática, destacando a transição do costume para a consciência moral. A obra analisa como o Bem, ao exigir conhecimento e justificação, inaugura a moralidade, mas ainda se apresenta como um universal abstrato, dependente da subjetividade individual. Essa tensão entre o universal e o particular revela a fragilidade do conceito ético, que, embora revolucionário, carece de um fundamento positivo.
A crítica de Aristóteles ressalta essa limitação, apontando que a identificação da virtude com o saber pode desconsiderar a efetividade concreta da ética. Apesar disso, o princípio representa um momento crucial na história do pensamento, preparando o caminho para um entendimento mais profundo do Bem e da liberdade interior.