SINOPSE
A redução da liberdade a meras escolhas individuais limita a compreensão das condições necessárias para seu exercício pleno. A concepção liberal desse princípio constitucional revela-se problemática ao ignorar as relações estruturais entre hierarquias sociais e a autonomia de ação. Práticas discriminatórias comprometem as oportunidades de indivíduos, especialmente aqueles de grupos subalternizados, de atribuírem significados e propósitos às suas vidas.
O exame do caso de mulheres negras ilustra como a intersecção de racismo, sexismo e classismo resulta em desvantagens significativas. Essa análise busca evidenciar a urgência de uma abordagem transformadora que considere essas complexidades sociais.