SINOPSE
A definição de etnocídio, conforme a Declaração de San José de 1981, destaca a negação do direito de um grupo étnico de desfrutar e transmitir sua cultura e língua. A interiorização dos migrantes indígenas Warao, no contexto da “Operação Acolhida”, levanta questões sobre a possibilidade de um processo de etnocídio, com implicações para o Estado brasileiro. Relatórios e estudos indicam que esses migrantes estão sendo dispersos pelo território nacional, apesar das preocupações iniciais sobre a preservação cultural.
A discussão sobre a legitimidade dessa interiorização é crucial, especialmente considerando que algumas etnias são nômades ou estão em fluxos espontâneos. A falta de consulta prévia e a ausência de procedimentos que valorizem a cultura dos migrantes revelam um desafio significativo na gestão da crise migratória venezuelana, levantando questões éticas sobre as políticas adotadas pelo Estado.