SINOPSE
Um retrato instigante da oralidade urbana brasileira contemporânea revela a complexidade da comunicação informal. Organizado de forma única, o texto destaca que a maioria das letras do alfabeto permanece vazia, enquanto duas se tornam protagonistas, refletindo a substituição de um vocabulário mais rico por expressões simplificadas e chulas. Essa observação crítica se insere na sociolinguística, sem moralismos ou nostalgias.
A proposta é provocar uma reflexão sobre o uso da língua, mostrando que a profusão de palavrões não representa liberdade, mas sim uma abdicação do pensamento articulado. O foco está na percepção do empobrecimento do discurso cotidiano, onde a elaboração é trocada por descargas emocionais.