SINOPSE
Analisar o Portugal pós-colonial revela um contexto complexo e urgente. Entre 1974 e 1981, aproximadamente setecentas mil pessoas dos antigos territórios ultramarinos chegaram ao país, gerando tensões e hostilidades. Esses “retornados” enfrentaram rótulos de imperialistas e colonialistas, enquanto muitos se tornaram críticos da descolonização, ecoando discursos que ressoaram em forças políticas extremistas.
Os efeitos desse influxo populacional, representando 10% da população, impactaram profundamente as estruturas institucionais e a jovem democracia portuguesa. A exploração das vertentes da descolonização evidencia a influência duradoura do colonialismo na sociedade contemporânea.