SINOPSE
A valsa continua a desempenhar um papel significativo nos rituais femininos contemporâneos no Brasil, além de ser uma presença constante no repertório do choro e da seresta. Em ambientes íntimos, as mulheres frequentemente tocavam valsas ao piano, evidenciado por anúncios de partituras em periódicos do século XIX. A principal diferença entre os séculos XIX e XXI é a evolução da dança, que agora se mistura a diversos sucessos na chamada “valsa maluca”.
A pesquisa sobre a valsa, que abrange sua função como dança, música de salão e canção seresteira, é apresentada de forma acessível, mas com profundidade. A autora desafia a ideologia do nacionalismo na musicologia e a valorização excessiva da autenticidade nos estudos da música popular, trazendo à luz a importância da música de entretenimento.