SINOPSE
A análise das formas de punição remonta às civilizações antigas, onde o aprisionamento sempre teve um papel significativo, embora com objetivos variados ao longo da história. A ascensão da “prisão moderna” e seu uso sistemático como método de punição estão intimamente ligados ao desenvolvimento do capitalismo e suas demandas específicas, refletindo as particularidades do Brasil, como o período colonial e a industrialização tardia.
A evolução das edificações prisionais brasileiras revela uma relação complexa entre as exigências do capitalismo e as respostas arquitetônicas. A proposta é desconstruir essa arquitetura penitenciária, expondo os interesses subjacentes à aplicação da pena de prisão e sua conexão com os estágios do modo de produção capitalista, além das narrativas oficiais.