SINOPSE
Nos últimos anos, a crescente valorização do Poder Judiciário na resolução de conflitos tem gerado um fenômeno de judicialização das relações sociais e políticas. Essa tendência reflete a busca da sociedade por mediação e regulação dos dissensos cotidianos, levando à terceirização das relações por meio de operadores do direito. Essa dinâmica, no entanto, pode descaracterizar o sentido das normas morais e resultar em uma funcionalização das interações sociais.
O excesso de judicialização traz consequências significativas, não apenas financeiras, mas também prejudiciais às relações pessoais, à vida comunitária e à democracia. Nesse cenário, a mediação surge como uma alternativa viável para a resolução de conflitos e a promoção da paz social.