SINOPSE
Quantas maneiras existem de desaparecer enquanto se vive? Clara, desde a infância em Buenos Aires, percebeu que o mundo se movia em um idioma incompreensível para sua alma. Observadora, ela se sentia deslocada, enquanto outras crianças riam e pertenciam. A narrativa revela a luta de uma mulher marcada pela solidão, que tenta encontrar seu lugar em meio à rigidez familiar e ao silêncio das salas de aula.
Com o tempo, a busca por existir se transforma em desespero, e a máscara da jovialidade se torna a de uma mulher invisível. O álcool, a arte e relacionamentos frágeis se tornam anestesia e veneno. A beleza de Clara, longe de ser uma redenção, é uma armadilha. Esta história é um reflexo da angústia de quem não se encaixa, um grito abafado em meio à euforia alheia, que ressoa com aqueles que já se sentiram inadequados.