SINOPSE
O sistema prisional frequentemente direciona travestis para alas específicas, geralmente associadas a crimes sexuais, sob a alegação de segurança. Essa segregação, promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Ceará, revela uma dinâmica complexa, onde as travestis enfrentam a imposição de regras estabelecidas por outros detentos. A pesquisa busca explorar as relações de poder que emergem nesse contexto, destacando as violações de direitos humanos que permeiam a vida cotidiana dessas mulheres no cárcere.
Os resultados evidenciam não apenas a luta por dignidade, mas também as tensões que surgem entre a busca por proteção e a submissão a normas opressivas. A análise das experiências vividas por travestis na ala “E” da CPPL III revela um panorama desafiador, onde a vulnerabilidade se entrelaça com a resistência e a luta por reconhecimento.