SINOPSE
Jornais impressos atuam como ferramentas que moldam percepções sobre gênero, especialmente em relação à violência entre casais heterossexuais. Analisando publicações de 2015 a 2017, observa-se como as notícias classificam indivíduos, definem posições sociais e regulam comportamentos, perpetuando diferenças que naturalizam a violência. A pesquisa busca compreender as representações de gênero nas reportagens sobre esses casos, revelando os discursos que se tornam recorrentes e suas variações entre os periódicos.
A abordagem analítica fundamenta-se em teorias pós-estruturalistas, permitindo uma reflexão crítica sobre as narrativas que limitam a compreensão das complexas relações sociais de gênero. Autores como Derrida, Butler e Foucault oferecem suporte teórico para problematizar visões simplistas e essencialistas, promovendo uma análise mais profunda das dinâmicas sociais envolvidas.