SINOPSE
Uma análise profunda da relação entre sofrimento psíquico e violência social, explorando o luto impedido em contextos de desigualdade e subalternização. Casos clínicos e uma abordagem ensaística revelam como a experiência do luto é moldada por fatores institucionais e sociais, especialmente em relação a jovens negros das periferias. A narrativa se desdobra em três partes, discutindo a negação do luto, os “cálculos de valor” atribuídos a vidas e a proposta de um método clínico-político como resposta ao silenciamento.
O texto convida à reflexão sobre quem tem o direito de sofrer e quais vidas são dignas de luto. Com uma abordagem sensível e combativa, a obra promove a escuta e o reconhecimento das experiências vividas, buscando construir espaços simbólicos para a elaboração da dor coletiva. Uma leitura necessária para compreender as intersecções entre dor, política e identidade.