SINOPSE
A pluralidade temática e a multiplicidade de sentidos presentes na narrativa permitem diversas interpretações do romance rosiano. A análise do sistema jagunço, elemento central da trama, revela uma possível representação alegórica de um estado de exceção, similar ao vivido na Alemanha nazista. Essa perspectiva se fundamenta nas concepções de alegoria de Walter Benjamin, evidenciando as conexões entre suas ideias e a obra de Guimarães Rosa.
Aspectos significativos da trajetória do protagonista Riobaldo emergem, refletindo a suspensão de um ordenamento normativo. Essa abordagem ressalta o potencial colaborativo entre literatura e direito, oferecendo maneiras inovadoras de perceber e refletir sobre as complexas relações humanas.