SINOPSE
A crescente reivindicação social pela despatologização impacta profundamente as áreas da psicose e do autismo. A superação do estigma que dificulta a inclusão social de indivíduos com sintomas psicóticos e autistas é essencial, mas deve ser feita com cuidado para não comprometer a clínica dessas condições. É crucial reconhecer as particularidades do sofrimento psíquico sem que discursos identitários apaguem as diferenças estruturais desses indivíduos.
O avanço do igualitarismo na sociedade contemporânea levanta questionamentos sobre a prática da psicanálise. Diferentes psicanalistas defendem que a clínica deve manter um discernimento cuidadoso, atualizando suas abordagens à luz dos fenômenos clínicos atuais, sem perder de vista as especificidades que caracterizam cada caso.