SINOPSE
Na década de 1960, a análise de cem casamentos no Béarn revela as complexidades das relações sociais entre camponeses e jovens de origem urbana. Através de dados coletados em cartórios e entrevistas, são exploradas as razões por trás do celibato masculino na região, destacando as transformações sociais que impactam o casamento, especialmente em relação à educação feminina. A pesquisa oferece uma visão profunda sobre as dinâmicas de gênero e as expectativas sociais que moldam a vida dos solteiros.
Os bailes, enquanto espaço de socialização, se tornam um reflexo da solidão e da vergonha enfrentadas por aqueles que, por serem primogênitos, se veem excluídos das convenções matrimoniais. A obra apresenta uma crítica incisiva à estrutura social que perpetua essas desigualdades, revelando a luta interna dos jovens que, mesmo frequentando esses eventos, retornam sozinhos à rotina do trabalho, sem os símbolos da masculinidade esperados na sociedade rural.