SINOPSE
O acirramento dos postulados neoliberais no Brasil revela um aumento alarmante na insegurança social, refletido no elevado número de prisões e homicídios. Estatísticas destacam que homens jovens, negros e moradores de periferias são os mais afetados, frequentemente rotulados como “envolvidos com drogas”. Este cenário exige uma análise crítica da relação entre o capitalismo neoliberal e a política proibicionista de drogas, que legitima a necropolítica e o controle social através da criminalização.
A pesquisa busca entender como a criminalização afeta as classes populares e a população negra, questionando a falta de comoção social diante das mortes e prisões. A dissertação propõe que a política de drogas atua como um instrumento eficaz na gestão da pobreza, revelando a necessidade de problematizar essa questão sob a ótica da Criminologia Crítica.