SINOPSE
Um profundo exame do paradoxo que envolve o sionismo, surgido de judeus seculares que recorreram à Bíblia para justificar suas reivindicações coloniais. A análise revela como a citação de textos sagrados serviu para legitimar a colonização da Palestina, apesar de muitos judeus religiosos inicialmente rejeitarem essa ideia. Com o aumento da perseguição na Europa, a proposta de um estado judaico ganhou força, levando a uma nova interpretação da Bíblia como um documento que afirma o direito histórico dos judeus à terra.
A exploração da Bíblia como justificativa moral e científica para a colonização atraiu apoio não apenas de comunidades judaicas, mas também de setores do cristianismo ocidental. Embora o nacionalismo religioso tenha desempenhado um papel limitado na fundação do Estado de Israel, seu crescimento a partir da década de 1960 é analisado, destacando a reapropriação de territórios palestinos como um ato divino, moldando a narrativa sionista e a exclusão dos palestinos.




