SINOPSE
Ocorrências de sintagmas nominais acusativos não clíticos em diferentes ambientes sintáticos são analisadas em textos que vão do século XII ao XIX, com foco nas mudanças gramaticais ao longo do tempo. A pesquisa investiga a ordenação do objeto direto em relação ao verbo e ao sujeito, utilizando dois corpora: o Corpus Informatizado do Português Medieval e o Corpus Histórico do Português Tycho Brahe, abrangendo autores de diversas épocas.
Os resultados revelam uma baixa frequência do fronteamento do objeto direto em orações subordinadas completivas, além de uma escassez nas inversões VSO e VOS nesse mesmo contexto. Essas descobertas contribuem para a compreensão da evolução da língua portuguesa.
